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Enquanto caminhamos nesta terra, encontramos desafios e momentos em que precisamos persistir na oração. É nesse contexto que a Parábola do Juiz Iníquo, narrada por Jesus, nos serve de apoio para perseverar confiando na eficácia da oração.

Na Bíblia existem muitos relatos sobre a importância da oração. Vários personagens bíblicos viveram experiências maravilhosas enquanto permaneciam buscando a misericórdia e direção de Deus em suas vidas.

Podemos ver isso, por exemplo, na vida de Daniel quando orou na cova dos leões, Elias quando orou para que chovesse e quando igreja orou para que Pedro fosse livre da prisão, entre outros. (Dn 6; I Rs 18:41-44 e At 12: 5)

Apesar dos muitos benefícios que encontramos na prática da oração, nem sempre conseguimos ser consistentes devido à demora em ser atendidos.

Por isso, neste artigo, vamos conversar sobre a parábola do Juiz iníquo para aumentar um pouco mais a nossa confiança e fé.

Assim, continue lendo para saber o que podemos aprender com a história dessa viúva persistente e o que significa o dever de orar sempre.

Para quem Jesus falou a parábola do juíz iníquo?

Na época em que Jesus contou essa história, as pessoas viviam sob a opressão e a injustiça de líderes religiosos e governantes corruptos. Era, por isso, um momento em que a fé do povo estava sendo testada, e muitos ansiavam pela vinda do Reino de Deus. 

Nesse contexto, Jesus desejava mostrar-lhes como deveriam perseverar e confiar no poder de Deus mesmo diante das circunstâncias adversas.

Daí, em Lucas 18:1, Ele contou essa parábola com o propósito de ensinar aos seus discípulos sobre a necessidade de sempre orar e não desistir. 

Embora tenha sido direcionada àquele público, essa lição é relevante para nós até os dias de hoje, pois precisamos orar para fortalecer a nossa fé.

O que aprendemos com a viúva persistente

A parábola narra a história de uma viúva que, em sua persistência, buscava justiça de um juiz iníquo. Mesmo enfrentando a negação inicial dele, ela não desistiu e continuou a pleitear seu direito. Por fim, o juiz, incomodado com a insistência da mulher, resolveu fazer-lhe justiça.

Com essa metáfora, aprendemos a importância de perseverar na oração até recebermos uma resposta às nossas petições. 

Ao focalizar na persistência da viúva e na dureza do coração do juiz, ele demonstrou que a oração tem poder de modificar os corações. Além disso, aprendemos que Deus atende a seu tempo todas as causas que são justas.

Assim, mesmo que inicialmente pareça que nossas orações não estão sendo respondidas, esta parábola nos encoraja a não desistir, mas a confiar que Deus.

Deus tem prazer em ouvir a oração de um filho 

O Senhor conhece as nossas necessidades antes mesmo de pedirmos, no entanto, a Bíblia diz que:

 “Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o buscam em verdade.” (Salmos 145:18)

A questão não é atender ao nosso pedido, mas em nos aproximarmos de Deus enquanto oramos. É nesse momento de comunhão que a presença do Espírito Santo nos invade a alma e nos tornamos a imagem e semelhança de Deus.

Por isso, Jesus nos ensina que devemos orar sempre sem desfalecer.

O que significa o dever de orar sempre

Ao final da parábola, Jesus faz uma pergunta retórica, dizendo: “Quando, porém, vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18:8).

Essa pergunta, no entanto, nos leva a refletir sobre a necessidade de não desfalecer na fé, e não se desviar dos caminhos Dele, após receber as nossas petições.

Isso porque, o dever de orar sempre não se refere apenas a fazer pedidos a Deus, mas também a buscar intimidade com Ele, adorá-Lo, agradecer-Lhe e buscar Sua orientação em todas as áreas da vida. 

Observe que essa pergunta também nos lembra a cura dos dez leprosos como está escrito em Lucas 17: 12-19:

“Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, os quais pararam de longe; E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós! E ele, vendo-os, disse-lhes: ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. Aconteceu que, indo eles, ficaram limpos. E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz; E caiu-lhe aos pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; …E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou.”

Com esse exemplo, compreendemos que orar sempre também significa ser grato e permanecer seguindo o Senhor.

Conclusão

A Parábola do Juiz Iníquo nos ensina sobre a importância da fé e da persistência na oração. Além disso, nos mostra que buscando a Deus teremos mais desejo de segui-lo, de manter um relacionamento íntimo com ele.
Agora que entende melhor a parábola do juiz iníquo, leia também: A Parábola do Semeador: 5 Lições sobre a Palavra de Deus.

Sobre o Autor

Josiane Silva
Josiane Silva

Olá, eu sou a Josiane Silva, mãe, avó e procuro servir a Deus. Amo estudar a bíblia para compreender o comportamento humano. Afinal podemos aprender muito com as histórias dos outros, não é mesmo? Como gosto muito de ler e de escrever, também trabalho como redatora freelancer.

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