Jesus usava parábolas para ensinar princípios que ajudassem as pessoas a refletirem sobre seu próprio modo de viver. Uma delas é a parábola do administrador infiel, que traz um tema complexo, mas que contém muitos ensinamentos sobre a vida financeira e espiritual.

A parábola do mordomo infiel, encontra-se em Lucas 16:1-13. Essa passagem, embora muitas vezes mal interpretada, possui profundas mensagens sobre a importância da fidelidade e das habilidades financeiras em nosso serviço a Deus. 

Neste artigo, apresentaremos o significado dessa parábola, sua relação com as responsabilidades espirituais e oito lições que podemos extrair dessa história.

Qual o significado da parábola do administrador infiel?

Jesus contou uma sequência de parábolas quando ele recebeu pecadores e publicanos que desejavam ouvi-lo. Neste contexto, encontramos qual era a opinião dos fariseus e escribas, que reprovaram Jesus por estar com aquele público que eles desprezavam. (Lucas 15: 1,2)

Por esse motivo, Ele conta algumas parábolas e finaliza no capítulo 16, onde reprova a atitude dos fariseus. Daí, notamos que Jesus aproveitou a oportunidade para mostrar aos ouvintes e líderes qual era a verdadeira situação deles perante Deus.

A parábola fala de um administrador que era responsável pelos bens de um rico senhor, porém, estava sendo acusado de má administração. Assim, quando soube que seria demitido, ele agiu astutamente, chamando cada devedor do senhor para renegociar suas dívidas, diminuindo consideravelmente os valores. 

Ao fazer isso, ele buscou criar favores para si mesmo, ganhando a simpatia daqueles que agora lhe deviam.

A princípio, essa atitude do administrador infiel parece condenável, mas ao final, Jesus destaca a habilidade do homem em cuidar de seus próprios interesses. Em seguida, ele critica a falta de visão dos filhos das trevas em relação ao uso de suas  habilidades para cuidar daqueles que eles desprezavam.

O ensinamento central da parábola, portanto, não é endossar a desonestidade. Pelo contrário, ressalta a perspicácia do administrador em utilizar seus recursos terrenos em busca de segurança futura, atitude que os líderes da época não possuíam.

Relação das habilidades financeiras com as responsabilidades espirituais

Ao analisarmos essa metáfora sob uma perspectiva teológica, percebemos uma relação profunda entre as habilidades financeiras e as responsabilidades espirituais.

Assim, do ponto de vista financeiro, devemos observar que nossas atitudes em relação ao dinheiro têm um impacto direto em nosso serviço a Deus. Em outras palavras, essa habilidade pode influenciar nossa vida tanto negativa como positivamente. 

Por exemplo, os escribas e fariseus utilizavam essa habilidade de maneira negativa, ou seja, com o dinheiro e sua influência, excluíam e maltratavam as pessoas.

A lição mais profunda que aprendemos com a parábola do administrador infiel, é que os bens terrenos que pode, muitas vezes, camuflar o verdadeiro caráter de uma pessoa.

Em Mateus 6:21, por exemplo, Jesus declara: “Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.” 

Daí, as nossas escolhas financeiras refletem nossos valores e prioridades, revelando se estamos servindo genuinamente a Deus ou apenas buscando interesses egoístas. 

No entanto, quando utilizamos nossos recursos com sabedoria, honrando a Deus e ajudando os outros, demonstramos fidelidade tanto em questões terrenas como espirituais.

Conheça 8 lições que podemos extrair da parábola do administrador infiel

1. Sábia administração

A parábola nos ensina a sermos prudentes na administração dos bens materiais que nos são confiados, usando-os para propósitos nobres e eternos.

2. planejamento para o futuro

Assim como o administrador infiel preparou-se para o seu futuro, devemos lembrar que a vida terrena é passageira e que devemos buscar tesouros no céu (Mateus 6:19-20).

3. Fidelidade em pequenas coisas

Aquele que é fiel no pouco será fiel no muito (Lucas 16:10). Nossas escolhas financeiras, mesmo que pareçam insignificantes, revelam nossa integridade espiritual.

4. Integridade e transparência

O personagem agiu sorrateiramente, mas como servos de Deus, somos chamados a agir com retidão e honestidade em todas as nossas ações (Provérbios 11:3).

5. Cultivar relacionamentos significativos

Apesar de agir com esperteza, o mordomo infiel ganhou amigos ao perdoar dívidas. Da mesma forma, nossas ações financeiras podem fortalecer relacionamentos e promover a reconciliação.

6. Servir a Deus e não ao dinheiro

Aprendemos nesta metáfora que não podemos servir a dois senhores; devemos escolher entre Deus e as riquezas materiais (Mateus 6:24).

7. Generosidade e caridade

Percebemos que a prática da caridade reflete o amor de Deus para com os necessitados. Isso porque cada um de nós somos instrumentos de transformação no mundo.

8. Responsabilidade individual

Por fim, aprendemos que cada um de nós é responsável pelo uso correto de nossos recursos, e seremos chamados a prestar contas de nossas ações diante de Deus (Romanos 14:12).

Analisando o contexto dessa parábola podemos tirar muitas lições sobre a nossa fidelidade e relação com as questões financeiras e espiritualidade. Para isso, basta observarmos que nem sempre as bençãos materiais estão alinhadas com as espirituais.

Daí, aprendemos que precisamos cultivar um coração fiel e íntegro ao servir a Deus e impactando positivamente o mundo ao nosso redor.

Leia também a parábola do rico de do Lázaro.

Sobre o Autor

Josiane Silva
Josiane Silva

Olá, eu sou a Josiane Silva, mãe, avó e procuro servir a Deus. Amo estudar a bíblia para compreender o comportamento humano. Afinal podemos aprender muito com as histórias dos outros, não é mesmo? Como gosto muito de ler e de escrever, também trabalho como redatora freelancer.

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